Monday, September 11, 2006

Rishikesh - a cidade dos Rishis (santos, yoguis e...)

28 Ago.
No caminho de Haridwar para Rishikesh vimos este imponente Shiva, como que a dizia: Chegaram à terra do yoga! Foi com alguma emoção que vimos pela primeira vez o Ganges. Que imponência, o rio estava cheio, com uma força tremenda, imensos remoinhos, a sua sublime visão como que não deixava dúvidas quanto a sua natureza divina. Entre os quartos que vimos, apesar de alguns contras, não resistimos a um com vista para o rio. Ficamos em Swarg Ashram perto da ponte Ram Jula. Ao pôr-do-sol fomos falar com o professor Rudra, tínhamos intenção de fazer algumas aulas de yoga com ele. Encontramo-lo a praticar asanas diante de uma das mais belas vistas que tivemos sobre o Ganges, este a curvar e enquadrado nas montanhas do sopé dos Himalaias. _ - 29 Ago. Primeira aula de yoga com o professor Rudra, 7 da manhã. Um inglês serrado com pronuncia hindi e super difícil de entender, mas lá o fomos seguindo e fazendo o que ele queria. O David gostou da aula e para sua surpresa todos se surpreenderam :) Depois da aula e pequeno almoço conhecemos um pouco melhor outra zona mais acima no rio, Laksman Jula, uma outra ponte (Jula). Nessa tarde conhecemos um Baba (homem retirado na floresta, por norma com barba e cabelos compridos). Procurávamos uma forma de chegar ao rio e tomar uma banhoca quando demos com um velhinho a beira do Ganges a olhar para nos a chamar-nos, primeiro hesitámos mas lá fomos. O Babaji Ram Das de 65 anos convidou-nos a sentar no seu Kutir (abrigo) e no seu mau inglês mas com muita simpatia e vontade de comunicar la nos fomos entendendo. Das primeiras coisas que entendemos foi que não queria dinheiro só aceitava comida ou roupa. O ambiente que se tinha criado naquela conversa tinha algo de magico, estávamos ali diante de uma pessoa que vive quase sem roupa, numa quase gruta, sem posses... uaaau! E de repente... entra no kutir um homem com um colete salva-vidas na mão. Hei... este gajo não e de outro filme??? O homem entrou como se fosse a casa dele, encostou o colete salva-vidas à parede, cumprimentou respeitosamente e começou a falar "tu cá tu lá" com o Babaji. É muito engraçado porque aquilo é que é a cultura indiana, nós é que afinal éramos de outro filme... Logo a seguir entrou outro homem e ficamos seis junto ao Baba. Polícias de profissão estavam ali para impedir que alguém fosse para praia fluvial, o rio estava muito forte e na semana anterior tinham morrido oito pessoas levadas pela corrente. Entretanto os nossos dois companheiro foram muito prestáveis na tradução da conversa com o Baba. Ora bem, o Babaji às tantas começa a fazer alguns asanas que nos deixaram de boca aberta. Sessenta e cinco aninhos?! Quem dera a muitos vintes! Fez-nos um diagnóstico dos canais energéticos, estalou assustadoramente o pescoço ao David, disse que a Dulce tinha corpo de aço... enfim aprovou-nos a todos dando alguns concelhos de asanas e kriyas para cada um de nós. E convidou-nos para tomar um chá... Entretanto fomos para a beira do Ganges refrescarmo-nos um pouco. E em menos de nada estávamos sentadinhos à beira rio a tomar um saboroso chá de menta e tulasi feito com água do Ganjes acabadinha de descer dos Himalaias. A conversa foi animada ouvindo o nosso polícia do colete a ler-nos as mãos e a dar-nos uma série de instruções sobre espiritualidade com o Baba sempre de olho nele... e esta hem? Infelizmente o Babaji não nos deixou tirar nenhuma fotografia neste dia (em actualização)

Sunday, September 10, 2006

Delhi - uma mega-cidade Indiana...

26 Ago.
A viagem para Delhi so visto, nos temos um video que vamos tentar po-lo aqui, aguardem. (se alguem souber uma forma de o por aqui ou um sitio onde o possa arquivar e colocar aqui um link, diga-nos algo, ssf. Sao 10Mb...)
Chegada a Delhi, a confusao. Embora tenhamos dito com precisao qual era o nosso destino ao senhor do rickshaw este decidiu por vontade propria, e quem sabe se pela comissão, levar-nos para outro. Irritados: "No, is not Shiva Rest House is Hare Krishna Guest House !!!". Quem sabe se talvez esta fosse a melhor opcao, mas estava lotado. Apesar da troca de divindades la chegamos ao nosso destino.
O quarto? Um cubiculo, janela a dar para um buraco, o ceu nao se via apenas se adivinhava. Os lencois eram um susto, a questao era: Quantas geracoes passaram por eles sem que estes tenham visto agua? Nota importante, apesar do nome a guest house nao tem nada a ver com o movimento Hare Krisna como inicialmente criamos. Ora bem, aquela hora da noite ja nao iamos a lado nenhum, safou-nos os dotis (veste tradicional indiana usada pelos homens que basicamente e um pano bem comprido) a servir de lencois por duas noites e siga.

27 Ago.
Fomos conhecer um pouco Delhi.
Visitamos o India Gate (Porta da India) apesar de nao termos conseguido aproximar e visto de perto o monumento, nas paredes deste estao escritos os nomes dos soldados indianos mortos na Primeira Guerra Mundial e nas guerras com o Afeganistao.
Era Domingo e os indianos simplesmente deliram com cricket, nos grandes jardins em volta do India Gate havia dezenas de campos improvisados com centenas de rapazes vestidos a rigor a jogar.
De seguida fomos ao museu de arte moderna onde vimos uma seria de obras de arte contemporanea de um artista indiano bem interessantes e extravagantes, era arte pobre (gesso, madeira, pregos, ...). Uma coisa que achamos fantastico foi o servico educativo do museu, enquanto la estivemos vimos comecar uma aula para criancas em plena sala de exposicao, todas sentadas no chao a fazer o seu desenho em quanto as pessoas a volta viam as pinturas das paredes e uma aula aberta de desenho de modelo (nao nu), ao David deu-lhe vontade de ficar la a desenhar.
Sempre curiosos pela arte e cultura indiana fomos ao imperdivel Museu Nacional, neste estao reunidos os achados arqueologicos provenientes das escavacoes de cidades como Mohenjo-Daro e outras da Civilizacao do Vale do Indo. Sao dos achados civilizacionais mais antigos do mundo e neles identificam-se ligacoes as tradicoes ancestrais do Yoga.
O Museu tem centenas de outras pecas, que no tempo chegam ao sec.XX, desde escultura, pintura em miniatura (impressionantes),
manuscritos, moedas, tapecaria e instrumentos musicais. Tem registos de todas as religioes que passaram pela India e numa seccao dedicada ao budismo existe uma reliquia sagrada para esta religiao. Diz-se que sao os ossos de Buda. Aqui vemos a Dulce em frente a ela.
Fomos almocar... ahh que bom, comemos muito bem no restaurante da
Iskcon Delhi, cinco estrelas, um Bufet com uma variedade incrivel de deliciosas preparacoes.
O templo e lindissimo e sempre super movimentado, a estrutura de todo o complexo integra hotel, museu e cinema.
Em seguida fomos ver instrumentros musicais, harmonios e tablas em Old Delhi, procuramos primeiro uma loja que afinal estava fechada por ser Domingo e acabamos noutras duas numa rua super movimentada e confusao de fugir. E fugimos mesmo para a zona do hotel onde se encontam uma seria de lojinhas com tudo e mais alguma coisa a precos muito bons. Imaginem a Natura mas com precos de 5% e a Dulce doida...

28 Ago.
Ao sairmos de manha cedo podemos observar o verdadeiro conceito de Net (rede), vejam foto e tambem o promenor "Hotel Decent" nao necessariamente bom, apenas decente...
Foi o reencontro com os nossos amigos Goncalo e Lidia na estacao de Delhi.
Contar as aventuras todas, nos de Kajuraho e Delhi e eles de Varanasi.
E seguimos viagem para Haridwar, destino Rishikesh.

Monday, September 04, 2006

Khajuraho - uma estadia mais longa do que o previsto

22 Ago.
De Agra a Khajuraho, uma viagem de contrastes. Agra-Jansi comboio 1a classe, chazinho, bolachinhas, ar-condicionado… maravilha.
Jansi-Khajuraho… ora bem… autocarro do governo, muito bom segundo os nossos consultores no turismo da estação de Jansi. La que andava, ate andava, pelo menos não tinha pessoas penduradas nas janelas, portas e tejadilho. Na foto um dos maninhos do nosso. Aos "tronga-mongas" por quatro horas e meia la chegamos a Khajuraho. A viagem correu melhor para quem tinha alguma massa muscular entre o assento e os seus isquios, o que por infortunio genetico não e o caso do David :(
Na viagem acabamos por conhecer melhor uns companheiros catalãos de Barcelona com quem tinhamos estado no mesmo hotel em Agra.
Quanto aos companheiros Indianos... os primeiros foi o animo que se ve na foto, os segundos um era estudante de enfermagem e vaishnava de casta bramana um outro so queria saber de disco-music... foi divertido. Apanhamos um auto-rickshaw ate ao hotel Surya (Sol) e deixamos logo marcado com o simpatico motorista a visita aos templos na manha seguinte.
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23 Ago.
Aniversario da Dulce, hehehehehehe!!! E segundo os habitantes de Khajuraho, tambem o aniversario de Shiva, que auspicioso!
7h- Goncalo, Lidia e David foram a aula de yoga no hotel, a Dulce mais doi-doi ficou na cama. O professor… uma personagem, fez da aula um conjunto de exercicios que curavam tudo o que era maleita, ele era dores de articulacoes, "remedio santo" para os cabelos brancos, diabetes, problemas intestinais… era mesmo disto que precisavamos, estavamos no sitio certo :) o climax foi o yoga do riso… consistia em rir… mesmo com pouca vontade… quem se riu com vontade foi a Dulce que via toda a situação da varanda do quarto. Concluimos a aula a cantar Hare Rama Hare Krishna em frente a um altarzinho emprovisado mas bonito e a ver os caderninhos de recordacoes dos alunos do professor que por ali passaram e claro não faltou a foto da praxe...
Fomos ter com a Dulce e em coro cantamos os parabens para a bebe. Parabens!!!
Pequeno almoço tomado e fomos visitar os templos. Primeiro, um conjunto de templos hoje Jainitas, de todos os conjuntos de templos antigos de Khajuraho estes são os unicos activos (onde os seguidores do Jainismo mantem o seu culto). Os templos são incriveis, originalmente quase todos eram dedicados a Vishnu, com cerca de 1000 anos são mais antigos que as nossas catedrais mediavais. Ja num segundo conjunto, para nos dos mais bonitos que vimos o templo de Vamana (um Avatar de Vishnu) e um que nos chamou a atenção pela raridade, o templo de Brahma, parece que so existem dois ou tres conhecidos em toda a India. E que Brahma embora seja considerado o criador deste universo e tido como uma alma tal como um ser humano, por esse motivo, não e adorado da mesma forma que Vishnu ou Shiva. Neste dia decidimos ficar em Khajuraho ate recuperar a saude, achamos melhor não continuarmos viagem para Varanasi (Benares). O Goncalo e a Lidia foram ver o conjunto de templos mais conhecidos e partiram para Varanasi. Fomos consultados e medicados por um medico, comidinha especialmente simples no hotel (plain raise, plain dal, plain bananas…) maravilha. Frase do dia: Vivam os quimicos! (Meus Deuses… que heresia!)
A noite enquanto a Dulce fazia os telefonemas para casa para receber os seus miminhos, o David lembrou-se de dizer ao dono da loja que era o aniversario da sua "esposa", bem... o que isto despoletou! Em menos de nada veio quase a rua inteira dar os parabens com um aperto de mão a Dulce, dois minutos depois estava a esposa do dono da loja a dar-lhe os parabens juntamente com umas prendinhas, logo seguido de um convite para ir a casa comer uns docinhos. Fomos recebidos e convidados a sentar numa cadeira de baloico e tinhamos as mulheres todas da familia a nossa frente a olhar para nos e a rir :) . Trocadas algumas palavras, satisfeitas curiosidades e comido o docinho voltamos sorridentes para o hotel.
Chuvia neste fim de dia em Khajuraho, coisa rara, todos na terra estavam contentes.
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24 Ago.
David: de manha cedo fui passear a pe e cantar japa por Kajuraho, e muito bonito ver as aldeias a acordar. Os banhos matutinos, o ir buscar agua. A quantidade e variedade de animais e surpreendente. Os bufalos são muito giro no seu banhinho matutino a ruminar as ervinhas do dia anterior.
Passei pelos templos do dia anterior e fiquei por quase uma hora no templo de
Vamana Deva (na foto) gostei imenso daquele templo, embora desactivado ha muito devido ao vandalismo dos mongois, aquele templo tinha uma energia especial. Cantei mantras e estive um bom tempinho sentado no interior. Conversei com o simpatico guarda que me explicou uma serie de promenores. O templo tinha em seu torno representacoes de todos os avatares de Vishnu.
Finalmente melhores de saude, fomos visitar os templos mais conhecidos de Kajuraho, muito bonitos tambem. O que tinham alem dos outros era as famosas figuras eroticas, aborrecidamente apontadas a todo o momento pelos guardas e guias que por la andavam em busca das "rupis". Talvez pelo facto destes templos estarem num recinto fechado onde se paga para entrar, pelo turismo e pelo foco nas famosas imagens estes templos perdem o ambiente espiritual e sagrado que encontramos nos do dia anterior.
Acabamos o dia num mercado tradicional, frutas, legumes, cestas, roupas, de tudo um pouco e autentico sem ninguem a apoquentar turista, um descanco e ragalo para os sentidos.
Para nossa surpresa quando chegamos ao hotel encontramos duas Portugas e do Porto nossas conhecidas, mae e filha, a Manuela e a Ana (Tintin), foi uma surpresa bem agradavel. E em menos de nada... uma tagarelice em portugues no jardim do hotel as escuras devido a falta de luz, situacão quotidiana na India.
Elas tem uma pagina onde tem publicado algumas fotos da sua viagem, a não perder "
ATintin's photos".
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25 Ago.
Fomos às cascatas, pela foto que tinhamos visto pensavamos que não seria nada de especial, mas quando lá chegamos percebemos... as cascatas não cabiam na foto!!! Não são muito altas, mas são muitas e numa area enorme. Na foto não da para ter ideia do tamanho. O guia disse-nos que tinhamos tido muita sorte pois tinha chuvido muito nas montanhas na noite anterior e a quantidade e forca da água era realmente de arrepiar, ainda estava a chuviscar. Ficamos ainda a conhecer arvores que dão cola, outra que da borracha e ainda outra que da a goma base das pastinhas elasticas. As cascatas fazem parte de uma reserva natural onde existem tigres, outros felinos e uma fauna e flora muito variadas, infelizmente era epoca de acasalamento e a reserva estava encerrada.
Acabamos a manha a visitar a aldeia antiga de Kajuraho, acompanhados pelo Reekesh um rapazinho estudante que entendia o portugues e falava ate Japones. Por toda a aldeia ha restos das centenas de antigos templos que existiram em Kajuraho, um trabalho escultorico fenomenal. O nosso amigo, tambem habitante da aldeia, mostrou-nos como esta ainda hoje esta dividida pelo sistema de castas e como este esta vigente nas zonas mais rurais da India. O chão das ruas e as casas diferem conforme a casta da respectiva zona. Uma curiosidade... as ruas dos bramanas (1a casta, a classe mais "pura") estavam mais sujas que as dos Sudras (4a casta), e que os bramanas não varrem as ruas, não faz parte da sua condicão, essa e uma das funcoes dos sudras.
O Reekesh levou-nos ate uma escola particular que acolhe criancas de qualquer casta cujos pais não tenham dinheiro para lhes pagar os estudos. A escola e mal vista pelas pessoas que pertendem manter o sistema de castas, dizem de ma lingua que os donativos feitos ali são para os professores e não para a escola e suas criancas. Nos gostamos do projecto e la deixamos o nosso apoio, os miudos eram lindos.
Em seguida fomos recebidos em casa do nosso amigo, mostrou-nos o sitio da antiga casa cujo telhado tinha abatido com as chuvas. A casa "nova" era super humilde mas limpinha (eles são bramanas), apresentou-nos a familia, irma, pai, mae e prima.
Na foto o David, ele e o pai. Ali estivemos sentados a ver fotografias e cartas, orgulhosamente mostradas, de amigos seus de todo mundo enquanto bebiamos o melhor "chai" que provamos ate hoje. Despedimo-nos com carinho e a promessas de manter correspondencia.
A cabamos o dia a jantar com as nossa amigas portugas no restaurante de comida mediterranea que havia em frente ao nosso hotel, oh larila!


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26 Ago.
Preparamos as malhinhas para ir a caminho de Delhi... Et l'aventure continue... pelas estradas indianas !

Wednesday, August 30, 2006

Agra - e o Taj Mahal

20 Ago.
Ainda com as malas no porta-bagagens do taxi fomos direitinhos ver o famoso e imponente Taj Mahal. Como diria a Susete Amaral (em Cronicas da India) o Taj Mahal parece levitar. A julgar pela foto da Dulce parece uma afirmacao verosimil… que tal? Esta foto estava toda a gente a faze-la, e um “cliche” bem engracado.
O monumento e realmente muito bonito, embora a sua vista de longe seja a mais famosa ele e finamente trabalhado ao minimo promenor com milhares de incrustações de pedras preciosas e semi-preciosas.
Os Jardins tambem sao muito bonitos com arvores incriveis, ficou-nos na memoria uma figueira de bengala enorme. A curiosidade dos muitos indianos que tambem visitam o Taj Mahal divide-se entre este e os ocidentais que por ali andam, especialmente as ocidentais. Foram muitos os olhares curiosos que ficaram colados a nossa imagem durante um longo e embaracoso periodo de tempo. (vejam a foto para ter uma ideia) Houve uns tantos grupos que quiseram tirar fotografias connosco, particularmente grupos de mocoilos a querer apanhar a Dulce e a Lidia.
O Mausoléu de Mumtaz Mahal a amada esposa do imperador mungol Shah Jahan esta plantado as margens do Yamuna o sagrado rio que passa por Vrindavana e a vista e linda.
Passeamos um pouco mais e fomos para o hotel aonde por la ficamos ate terminar o dia.
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21 Ago.
Apos marcações e compras da estadia e viagem para o dia seguinte, almocamos no terraco de um restaurante de onde podiamos ver o Taj Mahal. A cidade de Agra e maioritariamente muçulmana e em toda a cidade ouve-se assiduamente o chamamento cantado das mesquitas para as oracoes, era um som penetrante e arrepiante, um pouco dificil de explicar. A diferença daqueles muçulmanos para os huindus e notoria, particularmente no "peso"... talvez nas vestes daquelas mulheres muçulmanas, aquele "peso"...
Em seguida fomos visitar o Forte de Agra, e tambem , alem do Taj Mahal, uma visita a nao perder. Os jardins e a delicadeza das acomodações internas contrastam com a robusto exterior do Forte. Foi o mesmo imperador Shah Jahan, o do Tal Mahal, que fez grande parte do que hoje existe no forte. Shah Jahan acabou os seus dias preso pelo seu proprio filho neste forte e diz-se que o seu unico consolo era poder ver dali a preciosa joia em marmore branco dedicado a sua amada. Pergunta da praxe de "todas" as mulheres aos seus companheiros: Tu farias isto por miiiimmm?... sem comentarios...
Os persistentes grupinhos de moçoilos tanto insistiram em tirar fotos connosco que ate mesmos nos quisemos ficar com o registo, ainda pensamos em começar a cobrar por cada foto...

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22 Ago.

Partimos cedo e para Khajuraho. Comboio 1a classe ate Jansi e autocarro ou camioneta ou la o que era aquele objecto com rodas ate Khajuraho...

Wednesday, August 23, 2006

Vrindavana - a Sagrada terra do Senhor Krishna

Sri Sri Krishna-Balaram, Ki Jay !

15 Ago. madrugadaDe Delhi a Vrindavana de táxi, o primeiro impacto com as estradas indianas. As regras de trânsito são na verdade apenas sugestões. Naquela aparente desordem tudo se resolve com muita buzinadela e paciência exemplar, de envergonhar qualquer ocidental.Vacas por todo o lado inclusive a descansar relaxadamente em plena auto-estrada(indiana).Quem não é sagrado que se desvie...Chegamos a Vrindavana directamente do aeroporto pelas 4h30.Era noite mas Vrindavana já acordara, enquanto esperávamos que nos abrissem o portão do hotel víamos dezenas de devotos que passavam atrás de nós rumo aos templos para os rituais matutinos. Que visão, puro sattva (bondade), silêncio e devoção a um Deus bem vivo.

Preparamo-nos todos para descansar mas o David não aguentou e foi directamente para as cerimónias matutinas (Mangal-Arati), não sabia o caminho mas foi seguindo os sons dos sinos e cânticos até encontrar a incrível visão do templo Krishna-Balaram Madir, mármore branco finamente esculpido. Lindo, uma visão de transcendental opulência.
Já de manha - O primeiro impacto para todos... estamos noutro mundo! O que sabíamos de fotografias, Tv. e descrições estava agora ali, à nossa frente, a envolver-nos por todos os lados.
Cheiros, Sons, Gentes, Roupas, Visões, tudo novo, diferente mas ao mesmo tempo a chamar-nos à envolvência, à vivência.
De algum modo sem saber bem como integrámo-nos bastante bem para um primeiro dia em Vrindavana.
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16 Ago.
Sri Krishna Janmastami, Ki Jay!
JANMASTAMI - aniversário de Sri Krishna, na sua própria terra! Não onde nasceu, mas na verdade a sua verdadeira terra.
Acordámos todos cedinho (3h30) para começar o dia com o acordar de Sri Krishna no Krishna-Balaram Mandir (templo da iskcon). Lindo, muitas dezenas de devoto a cantar em plena devoção. Sigam o link para terem o Darshan (visão) dessa manhã. Passámos ali a manhã, Mangal-Artik, Tulasi Puja, 2h de Japa, Govinda e Aula (um pouco difícil de perceber).
Foi muito bonito e especial.
Pela tarde num passeio, acabamos no Loy Bazar (a zona comercial de Vrindavana) saindo um pouco do espírito de Janmastami ao entrarmos na loja Ganga Prasad, saris, gopi dress, dotis, kurtas, e passaram-se duas horinhas a cuidar se ficaríamos bonitos com este ou aquele trapinho (trapinho, salvo seja) :)
Entretanto compramos coisas como detergente para a roupa, pratos, facas, corda para estender a roupa, etc.
Ainda visitamos um outro templo Vaishnava na linha de Nimbarka Acharya, muito bonito.
E lá voltámos nós ao espírito do dia, no
Krishna-Balaram Mandir, ultimavam-se os preparativos para o Abishek (banho ás deidades com vários preparados desde leite, mel, a sumos de fruta) de Sri Sri Krishna-Balaram e Sri Sri Radhe-Shyam ao som de um empolgante e entusiasmadíssimo bajan, Maha Mantra Hare Krishna, cinco ou seis Mridangas (tambores), muitas Kartalas(címbalos) e muito ritmo. O Abishek foi filmado e projectado num ecrã para que todos pudessem ver em pormenor, com três câmaras a cobrir as várias frentes do evento. E o calor... foi um dia quentíssimo e desidratámos muito (começam subtilmente os problemas de saúde).
Várias televisões nacionais estiveram lá a fazer reportagens, a Dulce foi entrevistada por duas delas. Ham! Com dois dias de Índia e já aparece nos canais nacionais... :)
Depois do Abishek até á meia-noite foi a loucura total tudo a dançar e a cantar para Deus, centenas de pessoas tudo apertadinho e "louco" que nem um concerto de Roling Stones.
A noite acabou interrompendo o tradicional jejum desse dia com prasada (comida sagrada) servida no exterior do templo para centenas de pessoas ao mesmo tempo com uma eficácia exemplar, comemos no chão sentados em esteiras, nos típicos pratos de folhas e com a mão.
Um dia em grande e cheio de bênçãos.
Haribol !!!
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17 Ago.
Vyasa Puja de Prabhupada - aniversárioO Samadi de Prabhupada é no próprio Krishna-Balaram Mandir, do lado esquerdo do magnífico arco de entrada está conservado o corpo de Srila Prabhupada, é um edifício lindíssimo e um local muito especial.
Devido ao cansaço e já a alguns problemas intestinais não fomos tão cedo ao templo, estivemos lá um pouco a meio da manha.
De tarde já mais recompostos metemo-nos na aventura de visitar um conjunto importantíssimo de locais sagrados de Vrindavana: Nandagram, Varshana, Colina de Govardhana, Radha-kunda e Shyama-Kunda. Fomos de táxi com o Mangalesh, que nos deu uma boa ajuda na estadia em Vrindavana, e o seu irmão Prema (um amor). Os dois na foto.Foi uma visita feita numa correria descalços com o chão em pedra literalmente a ferver e sempre com algum vraja basi (nascido em vrindavana) junto a nós pedir esmola, foi difícil transcender estes aspectos para conseguir uma experiência mais interna.
Nandagram, é o local onde o avo de Krishna viveu, ali também se passaram algumas das história de Krishna com os seus amigos e amigas (Lilas). No altar vêem-se Radha-Krishna ladeados pelos seus avós. Muita gente e os mantras sagrados constantemente recitados. Varshana a terra de Radharani a consorte de Krisha, é lindíssimo são centenas de devotos a subir e descer a colina para chegar ao templo. O templo é um local bem especial parece que voltamos atrás uns quantos séculos. Asdeidades lindas, e Radharani... O nome de Radhe soa a todo o momento das bocas dos habitantes de Vrindavana, ate pelos rickshaws para avisar as pessoas da sua presença na estrada.Infelizmente ali tivemos um encontro de terceiro grau com um pedinte profissional, que nos levou a ter que ir embora mais cedo que aquilo que queríamos. Foi mesmo inconveniente. Aceitamos a misericórdia que Radharani nos concedeu e passamos á próxima visita, a colina de Govardana, Giriraj Maharaj Ki Jay!
A colina de Govardhana foi a famosa colina que Krishna com o dedo mindinho levantou para proteger todos os habitantes de Vridavana da terrível chuvada que Indra enviou. Ali estivemos um pouco e calmamente a contemplar, fizemos um puja, circumbulamos e aceitámos uma aguinha fresquinha que o pujari nos ofereceu.
Já com os pés assados das pedras escaldantes fomos finalmente ao Radha Kunda e Shyama Kunda os sagrados lagos de Radharani e Krishna respectivamente. São dois lagos muito bonitos lado a lado. Reverenciar a sagrada água torna-se uma aventura quando ao nosso lado temos um "sacerdote" que nos impinge uma série de rituais em troca das respectivas rupias. Deixando respeitosamente o nosso donativo e fazendo um esforço para não sermos ofensivos verbalmente... lá seguimos o nosso caminho reverenciando e apreciando a beleza destes dois lagos sagrados.
Finalmente resolvemos parar também num outro lago (que não lembramos o nome) que ao passar por ele já lhe tínhamos lançado o olho, ali sim também um lago sagrado mas sem ninguém com segundas intenções... (não nos recordamos do nome mas a seu tempo o escreveremos). Lindo, calmo, antiquíssimo, ali estivemos a apreciar o silêncio a natureza e o quotidiano dos aldeãos nos seus banhos e lavagens de roupa.
Finalmente voltamos a Vrindavana propriamente dita cansados ainda um pouco perplexos e procurando assimilar tudo o que se passou.
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18 Ago.
Apos uma noite passada entre a cama e a casa de banho, principalmente para o David, tinhamos decidido que nao iriamos fazer naquela manha o combinado Parikram(circumbulacao) de Vrindavana na noite anterior com o Mangalesh. No entanto apos ter observado que ja pouco ou nada havia para sair dos seus organismos o David e o Goncalo la se decidiram a ir, enquanto a Dulce e a Lidia ficaram a descansar...
7 horas da manha, reverenciamos a sagrada terra e descalcos seguimos caminho por duas horas incriveis.
Por volta da hora do almoco fomos ate ao Ashram de Neem Karoli Baba, visita esta ha muito desejada pela Dulce. Neste mesmo local estao depositadas em Maha-Samadi as suas cinzas. Neem Karoli Baba e considerado santo praticamente desde que nasceu, existem uma serie de historia incriveis sobre ele. Este Babaji é o querido Guru de Krishna Das (o musico).
O Ashram e um local bem acolhedor bonito e silencioso, o que nos deu um sentimento de tranquilidade e paz. Pelo Ashram fomos guiados por um pujari bem simpatico e silencioso, se surdo-mudo ou em voto de silencio nao sabemos, mas com o seu sorriso e alguns gestos delicados la nos foi guiando. Levou-nos ate ao quarto onde Neem Karoli Baba custumava descancar, a porta estava fechada, ao entrarmos deparamo-nos com paredes cobertas de lindas fotografias do Baba, um ambiente especial, tranquilo… e frio… pois é o ar-condicionado devia estar a cinco graus negativos :) foi a primeira vez que tivemos frio na India… Estes indianos sao lindo mas tem um Q de loucos.
Nao resistimos ao convite feito para o almoco, tipicamente indiano, chao, prato de folhas.
E voltamos para casa.
Nas fotos o pujari no quarto do Baba e o ambiente do almoco.
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19 Agosto
Doentinhos de vez mal saimos de casa. Compramos batatinhas, cenourinhas e azeitinho, ai que bom tudo cozidinho e regadinho.
Os portugas e suas aventuras…
E la se foi o eventual programa de visita aos templos de Vridavana… :(
Precisavamos mesmo de descancar (tentem ler isto com cedilhas, por favor :)
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20 Agosto
7h da manha- Deixamos Vrindavana para Agra de taxi.Uma ultima passagem pelo Templo de Krishna-Balaram para despedidas e bencaos e seguimos viagem…

A Viagem


Como comecar? (sem cedilhas...)

13 Ago. à noite
Partida de Lisboa

A viagem em geral correu bem.
A pior parte foi a espera em Kiev por 8 horas com sítios pouco confortáveis para descancar e muito barulho. Mas lá sobrevivemos...
Anciosos por chegar a India, a viagem até Delhi foi um pulinho, num Boing 676 bem simpático e vistas lindíssimas ao levantar de Kiev.

15 Ago. Madrugada
Chegar a Delhi e sair do aviao.... aquele Bafo... Incrivel, humidade a 100% e trintas e muitos graus á uma e tal da manha... e os Cheiros.... Incrivel :)
Chegamos á India!

Na fotos somos nós antes de entrar no aviao em Kiev.

Sunday, August 13, 2006

Partimos Hoje !!! Ainda é difícil acreditar... 13 de Agosto...



Pois é 13 de Agosto!

Acordamos e dissemos:

Hoje vamos para a Índia!!!

Nunca tínhamos tido a oportunidade de dizer esta frase...
e cá está, éh éh, já dissemos!

Então é assim: nós, David e Dulce, juntamente com os amigos Gonçalo e Lídia.
Felizes da vida, partimos hoje dia 13 de Agosto de 2006 do Aeroporto de Lisboa às 22h20.
O Victor e a Piedade, papás do David e a mana Carla vão-nos pôr ao Aeroporto.
Fazemos escala em Kiev (Ukrania) por 8 horas :[ ,vamos dar uma volta pela cidade às 5 da manhã... talvez ainda apanhemos o início do dia ou do programa no templo se o encontrar-mos.
Finalmente... próxima paragem... Delhi !!! chegamos pelas 23h20 (hora local) do dia 14.
E apanhamos logo um táxi do aeroporto direitinhos a...
VRINDAVANA!! (a sagrada terra de Sri Krishna),
contamos chegar pelas 4 da manhã do dia 15, ainda não sabemos se direitinhos para o Mangal artik (cerimónias matutinas) ou para a cama dormir.

Haribol!